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FDG - FEITOPORDGAUDIO

CORPO & USO, UM POUCO DE TUDO; POESIAS, CULTURA E MODA

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CORPO & USO, UM POUCO DE TUDO; POESIAS, CULTURA E MODA

09.08.11

A MENINA QUE NÃO SABIA BORDAR


dgaudioprocopio o Poeta

 

CONTOS/ A MENINA QUE NÃO SABIA BORDARFOTO: DGAUDIO -  VEJAM A OUSADIA E PERSPICÁCIA DE UMA JOVEM COM APENAS 14 ANOS. BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL

 

 

A MENINA QUE NÃO SABIA BORDAR

 

[Obs: Vejam a ousadia e perspicácia de uma jovem com apenas 14 anos. Baseado em uma história real]

 

 

Papai eu quero uma sandália!

—... ?

Papai! O senhor está me ouvindo?

—...?

É muito bonita a sandália. Vi em uma loja de calçados no centro.

—...?

O senhor sabe que já estou crescidinha. Já tenho 14 anos e preciso de um calçado. As minhas amigas todas têm um calçado bonito, só eu que não tenho. Tenho até vergonha de sair na rua. Estou cansada de ir para o colégio de japonesa.

—...?

— Pai! O senhor tá me ouvindo?

O pai estava ouvindo sim. Mas não conseguia falar. Não tinha forças e nem coragem, como explicar para filha que ele o pai, deveria e queria dar tudo para suas três filhas, mas não tinha condições.  Era um trabalhador assalariado e o que ganhava dava mal para o sustento da casa. Afinal ele era o pai e mãe daquelas três crianças. Cuja mãe o abandonara deixando-o com as crianças ainda pequenas para criar. O que ganhava como pedreiro era insuficiente; aquilo lhe atormentava! Tinha vontade de sumir! Desaparecer num buraco. Mas não podia afinal ele não era um monstro. Ou um pai desnaturado. Ele amava suas filhas e iria criá-las custasse o que custasse. Estava de costas para a filha, com os olhos marejando, não queria que ela percebesse que estava a chorar. Disfarçou um pouco a voz e respondeu com a voz um pouco embargada: minha filha eu não posso te dar. Você sabe que não tenho só você! Tem suas irmãs, e para comprar para uma, tenho que comprar para as outras.                                                                         — Tudo bem papai!      Eu entendo. Não se preocupe! Eu vou trabalhar então eu vou lhe ajudar. Ajudarei o senhor e minhas irmãs. Vou procurar emprego.     Ela tinha consciência da sua pouca idade, mas era determinada e não iria desistir do seu intento.

A noite foi dormir, mas não conseguia dormir direito. Sua cabecinha estava cheia de preocupações e sonhos. Sabia que não seria nada fácil. Mas não iria desistir. Ela sabia que tinha uma vizinha dona de uma lojinha próxima a sua residência; a manhã iria procurar emprego lá.      Bolou de um lado ao outro da cama por algumas horas até que foi vencida pelo sono.

— *** —

— Bom dia papai!

— Bom dia minha filha!

— Pai, eu vou procurar um trabalho hoje.

— Onde!

— Eu estou pensando em ir à lojinha da dona Rita. Quem sabe ela me arranja qualquer coisa, eu quero é trabalhar. Como de costume, o café já estava à mesa. Seu pai levantou cedo e o fez. Ela também fazia o café, mas naquele dia acordara atrasada, pois dormira um pouco tarde e talvez por remorsos o pai não a acordara.              — Pois vá minha filha! Qualquer coisa suas irmãs ajudarão no almoço.

 

Ela foi ao banheiro tomou seu banho, colocou sua melhor roupa, tomou seu café e saiu. Ia torcendo para que tudo desse certo e conseguisse o emprego. Caminhou um pouco e logo chegou à loja. Não era muito longe, dava para ir a pé.

 

— Bom dia dona Rita!

— Bom dia minha filha!

—...?

— Em que posso ajudá-la?

— Meu nome é Amália.

— Muito prazer!

—...?

— Eu quero trabalhar, a senhora teria um emprego pra mim?

— Você sabe bordar?

— Não senhora.

—...?

— Mas eu preciso trabalhar Dona Rita! Lá em casa só tem meu pai que trabalha, e ganha pouco, por que ele é autônomo. Trabalha como técnico de som e vive só de bicos. E eu tenho duas irmãs mais novas, minha mãe largou meu pai deixando nós ainda pequena, desde então meu pai tem se desdobrado para cuidar de nós. E eu quero comprar minhas coisas, entende? Como roupas, calçados, mas meu pai não pode me dá, o que ele ganha dar mal para nós comer: outro dia eu pedi para ele uma bolsa e uma sandália, e ele me respondeu que não podia dar, por que tinha três filhas, se desse para uma teria que dar para outras. A senhora tá me entendendo? Eu não sei bordar, mas se a senhora me ensinar eu aprendo. Eu sou inteligente e aprendo rápido.

Eu preciso trabalhar para não passar fome e não quero mendigar nem pegar no alheio.  Sou pobre, mas sou descente. Por favor, dona Rita, me dê uma chance de trabalhar garanto que a senhora não vai se arrepender. (enquanto ela falava seus olhos encheram de lágrimas e ficou com a voz embargada)

 

A Dona Rita comovida com a história da menina e com sua desenvoltura e ousadia dela. Ficou muito impressionada com sua situação.                            — Muito bem minha filha! Minha lojinha é pequena como você pode ver, não dá pra pagar muito, mas posso lhe pagar meio salário. Se você quiser pode começar agora.

— Quero sim! Respondeu a menina com os olhinhos brilhando de alegria.

— Pois entre aqui. Levou ela para uma sala ao lado, pegou uma cesta com algumas linhas, agulhas e uns pedaços de tecidos cortados de tamanhos iguais.

— Comece por estes, quando você tiver mais práticas irá bordar os vestidos e blusas.

 

Muito contente por ter conseguido seu primeiro emprego, ela acomodou-se na cadeira, pegou os materiais e começou ouvindo atentamente as instruções que dona Rita lhe dava. Seus olhos marejaram um pouco pela emoção; procurou disfarçar, mas Dona Rita percebeu. Fingiu que não tinha visto e começou a lhe ensinar.

—*** —

                        

A menina trabalhava na loja durante o dia e nos fins de semanas trabalhava num salão de beleza. Muito contente por ter conseguido esses dois trabalhos, se desdobrava para ajudar em casa na comida do seu pai e suas irmãs ainda pequenas, que também lhe ajudavam nas tarefas de casa. Passado 30 dias chegara o dia de receber seu primeiro salário. Muito contente e ansiosa aguardava o momento de pegar seu primeiro tostão; só então ela saberia qual a emoção de ganhar seu próprio dinheiro. Afinal trabalhara duramente arduamente todos os dias e queria ser recompensada pelo seu esforço. Era menina sofrida, daquelas que se tornam adulta antes do tempo.

 Chegou o dia do seu primeiro pagamento, muito contente recebeu seu dinheiro e muito contente guardou em sua bolsa. Não demorou muito e foi à loja onde vira a sandália que ela queria e comprou, aproveitando a oportunidade comprou também uma bolsa e algumas coisinhas para suas irmãs. Fez também umas compras para casa, tais como alimentos e gêneros de primeiras necessidades. Chegou a sua casa muito radiante foi logo abraçando suas irmãs e esperou seu pai chegar da rua. Quando ele chegou abraçou-o e com os olhos marejados mostrou a seu pai o que havia comprado e deu-lhe também um presente.

—***—

            Passado algum tempo, ela completou dezessete anos e entrou na casa dos dezoito. Já no último ano do ensino médio procurou um estágio. Matriculou-se numa empresa de intermediação entre empresas e estagiários.

— Bom dia!

— Bom dia!

— Eu vim cadastrar meu currículo.

— Pois não?

— Eu quero me candidatar à vaga de estágio.

— Você tem preferência?

— Não! Qualquer função me interessa.

— Pois bem! Preencha aqui esse formulário.

—...

Preencheu o formulário e entregou-o à recepcionista e ficou na expectativa.                                  —...                                                                                                 — Aguarde em casa que ligaremos para você quando surgir uma vaga.

Dias depois estava ela em casa quando recebeu um recado da vizinha:

— Amália tem uma ligação para você!

Muito ansiosa ela foi atender a ligação

— Alô!

—...

— Sou eu...

—...

— Certo.

—...

Desligou o telefone e com um ar de felicidade exclamou: arrumei um estágio em uma clínica médica.

***

Chegou o dia da entrevista e ela não perdeu tempo. Na hora marcada lá se encontrava.

Arrumou-se toda, colocou sua melhor roupa, pegou o ônibus e com o endereço em um pedaço de papel se pôs a caminho. Chegando a clinica e apresentou-se na recepção.

— Bom dia!

— Bom dia!

— Eu vim para uma entrevista de estágio.

— Muito bem, sente-se e aguarde um pouco.

—Muito obrigada.

Passado algum tempo veio uma funcionária da clinica e chamou as candidatas. Pediu para que elas subissem ao andar de cima onde seria efetuada a entrevista. A entrevista era feita individualmente, uma candidata por vez. Amália estava um pouco apreensiva, mas estava confiante. Logo chegaria sua vez de ser entrevistada. Ela estava distraída com seus pensamentos quando ouviu seu nome:

 

— Amália!

— Sim! Pois não?

—É sua vez, entre!

Amália adentrou na sala e lá dentro sentou-se em uma cadeira que lhe ofereceram. À sua frente estava uma mulher de aparência jovem e um senhor com jaleco branco e tinha um nome escrito na borda superior do bolso: Dr. Kleber.

— Bom dia!  — saudou Amália:

— Bom dia.

— Sente-se. Amália sim?

 — Exato!

— Bom dia Amália, eu sou Márcia, administradora da clínica e esse é o Dr. Kleber diretor de RH.

Após algumas perguntas de praxe sobre as pretensões do candidato o Dr. Kleber perguntou para Amália.

— Por que você quer trabalhar, quais as suas pretensões? Conte-me um pouco de você, faça um resumo de sua história de vida, fale-me de você.

— Bem Dr. Não tenho muito que contar, mas vou falar um pouco de minha vida. Lá em casa somos quatro pessoas, tenho duas irmãs mais novas, moramos com nosso pai, pois minha nos largou ainda pequenas. Ela abandonou meu pai para fugir com outro, deixando nós ainda criança. Desde então meu pai tem se desdobrado para cuidar de nós três. Agora o senhor imagina um homem com três crianças ainda bebês, para trabalhar e cuidar das crianças a vida não tem sido muito fácil para nós e à medida que nós íamos crescendo foi aumentando as nossas necessidades e as despesas da casa. E toda vez que eu pedia uma coisa para meu pai, uma roupa, um calçado ou uma bolsa que fosse nova, meu pai dizia que não poderia dar...

— Por quê?

— Ele alegava que tinha três filhas e se desse para uma teria que dar para as três. E com isso não dava para ninguém. Então resolvi procurar trabalho e quando eu tinha apenas 14 anos fui a uma vizinha minha que tinha uma lojinha de confecções e pedi trabalho a ela. Ela então perguntou se eu sabia bordar, por que ela trabalhava com bordados. Eu respondi que não, mas se ela me ensinasse eu aprenderia por que precisava de trabalho para ajudar meu pai e minhas irmãs. E ela comovida com minha história me arranjou o emprego. Aceitei e aprendi não só a bordar como outras coisas. E por esse mesmo motivo estou pedindo aos senhores. que me arranje esse estágio.

Márcia olhou para o doutor e percebeu que ele estava com os olhos marejados, mas não disse nada.

— Quando você terminar seus estudos, que área você pretende fazer na universidade?

— Eu pretendo fazer direito.

— Nós também vamos lhe dar uma chance. Você começa na segunda feira.

— Muito obrigado doutor!

***

Na segunda feira bem cedo lá estava ela pronta para trabalhar. Tinha uma preocupação, suas roupas eram poucas e ela iria trabalhar numa clínica chique, que atendia a elite da cidade. Mas tinha que ir em frente, pegou sua melhor roupa, uma calça jeans e uma blusa branca. Sabia que na clínica davam fardas, mas enquanto não recebesse a sua teria que usar as roupas pessoais, que não eram muitas. Duas calças e duas blusas. Vez por outra perguntava: “quando é que chegam as fardas?” Visto que a loja estava demorando na entrega. Percebia-se a sua aflição pela ausência das fardas. Até que finalmente chegaram as fardas. Seus olhos brilhavam de alegria, parecia que estava recebendo um presente. Estava contente com seu trabalho, apesar de ser apenas um estágio, mas aquilo lhe renovava as esperanças e lhe dava um novo ânimo para continuar sua jornada em busca do seu sonho. Afinal, ela estava trabalhando, e o trabalho dignificava sua personalidade. E assim, a menina que não sabia bordar obteve êxito em sua primeira conquista no mercado de trabalho.  Sua meta agora era a universidade.

 

 

DGáudio Procópio

 

 

Proibida a reprodução total ou parcial e cópias com fins lucrativos com ou  sema  identificação da autoria sem autorização do autor. Lei de direitos autorais (Lei 9.610 de fevereiro de 1998)

 

 

 

08.08.11

IDEOLOGIA POÉTICA: EVOLUÇÃO E TEMPO


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NOVA/IDEOLOGIA POÉTICA/IDEOLOGIA HUMANÍSTA

 

 

CONCLAMO AOS POETAS E CRÍTICOS LITERÁRIOS A UMA NOVA IDEOLOGIA POÉTICA:

 

“IDEOLOGIA HUMANÍSTA”

 

v CRIATURA E CRIADOR

v AMOR AO PRÓXIMO

v VIOLÊNCIA

v DESUMANIDADE

v IRRACIONALIDADE

v IMPUNIDADE

v DIREITOS HUMANOS.

v RESPEITO A VIDA

v  FAMÍLIA

v RELIGIÃO

 

AONDE VAMOS PARAR COM TANTA VIOLÊNCIA?

O HOMEM PERDEU A NOÇÃO DO BOM SENSO E O RESPEITO A VIDA

 

 

             JUÍZO FINA L II

 

 

 


Por que todos falam de um amor sincero,
Se tudo está perdido nos sentimentos?!
Por que cantam a um amor apaixonado,
Se tudo não passa de uma grande ilusão?!

 


Tudo está perdido, nada mais escapa!
Destas bestas desumanas, desvairadas.
Juram um amor eterno à alma gêmea.
Comem a carne, bebem o sangue: Vida

 


Onde está o amor? Propalado mediador:
Entre a vida e a violência:  Que desolador
Desconhecem a razão da própria existência.

 


Para que falar de amor? Se ainda há tempo!
Para o que se havia perdido – no infindo tempo
Por que logo chegará: O justo Juízo – o tempo. 

 

          
     

 

 

 

                                   D`Gáudio Procópio

 

 

 

07.08.11

AGRADECIMENTO


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QUERO AGRADECER AOS AMIGOS (INTERNAUTAS) E LEITORES QUE VISITAM MEU BLOG. E OBRIGADO PELA COLABORAÇÃO DE TODOS. ESTAREMOS SEMPRE A DISPOSIÇÃO DE VOCÊS

DGÁUDIO/AGRADECIMENTOS

 

SE SAUDADES FOSSE UMA COISA BÔA, NÃO MACHUCARIA. MAS COMO DÓI!

07.08.11

ENTREVISTA CINEAS SANTOS. UM ÍNCONE DA NOSSA LITERATURA


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CINEAS SANTOSFOTO: DGÁUDIO

 

DGÁUDIO ENTREVISTA O PROFESSOR CINEAS SANTOS

 

 

Pergunta: - Prof. Cineas, como o senhor encara a poesia atualmente?  O senhor acha que ela segue uma nova tendência, uma nova corrente literária ou ela parou no romantismo? Qual a sua opinião!

 

Resposta: – Que poesia? A brasileira?

Pergunta: – A nossa poesia regional. Em termos de Piauí e região.

Resposta: – Eu acho que a poesia piauiense está num patamar elevadíssimo! Aqui nós temos poetas... Mário Faustino...  Para citar apenas um nome... O Mário Faustino já daria uma dimensão universal à poesia piauiense; o Dobal! O Dobal não é o maior poeta piauiense como se comenta, o Dobal é uma das vozes mais lúcidas de consequência da moderna poesia brasileira! É um grande poeta brasileiro de língua portuguesa! Aí nós temos Paulo Machado, Graça Vilhena, Salgado Maranhão, Elias Paz e Silva, Carvalho Neto, todos esses autores!... Wiliam Soares! Essas pessoas fazem poesia da melhor qualidade. Então não... Estamos vivendo hoje o modernismo e o pós-modernismo no Piauí. Não é por falta de bons poetas que o Piauí não está avançando, as razões devem ser outras.

 

Pergunta: – O que quero questionar é, se o momento exigiria um estudo sobre tendências poéticas ou correntes literárias. Ou se a poesia parou no seu estilo?

Resposta: – Não existe essa história de parar! A poesia não para. A poesia vive! É dinâmica!  Ela está de acordo com o momento. Eu acho uma coisa muito... Muito curiosa! Eu não vejo necessidade de sistematização. Essa coisa de corrente literária... Escola literária é coisa do Ocidente. E mais especificamente coisa de professor! Os professores agrupam os poetas em determinadas correntes éticas para facilitar a vida deles como professor. A poesia é eterna, moço! A boa poesia pode ser escrita ontem, pode ser escrita hoje para amanhã. A poesia não precisa de classificação. Você tem que classificar é melancia, abóbora, batata, jumento, bezerro, vaca. A poesia não! A poesia é eterna! Desde que seja efetivamente poesia de qualidade. Eu me surpreendo de quando em vez dizendo... Dizendo: (“comigo me desavim, Sou posto em todo perigo; Não posso ficar comigo, Não posso fugir de mim”) do Sá de Miranda. Sá Miranda! Tem coisa mais moderna?!  Tem mais de 500 anos! Tem coisa mais moderna? Então não há perigo de a poesia parar. A poesia está aí! É dinâmica, é viva e vai continuar viva.

 

Pergunta – Um conselho para a juventude de hoje

Resposta: – Leia! Principalmente poesia. Os poetas têm uma capacidade enorme de dizer verdades que as pessoas não prestam atenção. Eu tenho dito onde posso: se você me perguntar entre os profetas, os filósofos e os poetas, eu fico com quem? Eu fico com os poetas. Os profetas tentam ganhar tua alma, os profetas tentam te conduzir para a salvação. Os filósofos tentam explicar a vida pela ótica da racionalidade. Os poetas dizem verdades. Eu fico com os poetas.

 

 

 [Comigo me desavim,
Sou posto em todo perigo;
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.]
.

 

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Sá de Miranda # Comigo me desavim

.

Comigo me desavim,
Sou posto em todo perigo;
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.
.
Com dor, da gente fugia,
Antes que esta assim crescesse:
Agora já fugiria
De mim, se de mim pudesse.
Que meio espero ou que fim
Do vão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo
Tamanho inimigo de mim?
.

 

de Francisco Sá de Miranda

FOTO: DGÁUDIO


(1481-1558)

 

Por DGáudio Procópio – agosto de 2011

 

07.08.11

POETA PAZ E SILVA


dgaudioprocopio o Poeta

 FOTO: DGÁUDIO

POETA ELIAS PAZ E SILVA

 

ELIAS PAZ E SILVA

MAIS UM POETA ENTREVISTADO POR DGAUDIO. DESTA VEZ O POETA ELIAS PAZ E SILVA

 

Pergunta: Boa noite Elias! Em rápidas palavras para o blog de DGáudio. O que você acha ou como você encara a poesia nos dias atuais? Como você vê a poesia hoje? Você  vê alguma tendência poética, corrente literária ou alguma novidade na juventude de hoje?

Resposta: Olha, a poesia em qualquer época, em qualquer tempo ela é essencial e necessária para o desenvolvimento do espírito humano, ela é uma centelha que independe de época, tempo ou espaço, ela é eterna! Os grandes livros da humanidade são todos em poesias. Judaicos, HABRIT HACHADAFHAH, A NOVA ALIANÇA, TANACH, TORAH   são poesias puras. O mais completo sentido de poesia. E eu vejo hoje que geração pós-geração isso vem sendo aperfeiçoado. Uma geração entrega um cajado à outra geração. A geração a outra seguinte, e assim a poesia vai sendo tocada.

Pergunta: Muito bem Elias! Você acabou de dizer que a poesia é eterna. Mas eu te pergunto: nós que não somos assim tão jovens, já temos certa maturidade, na sua vivência, você acha que a poesia está morrendo ou ela está viva em nosso meio?

Resposta: Está viva! Viva! Viva! Tem uma nova geração de poetas aí, falando em termos de piauiensidade, tem a academia Onírica, tem o Sarau do Cineas. Tem pessoas que estão produzindo poesias, embora a gente não veja. Mas estão produzindo, estão publicando. Tem o recanto das letras na internet onde são publicado poemas de poetas brasileiros e portugueses. Ela sempre vai estar viva porque é uma forma do ser humano se relacionar com outro.

Pergunta: Cite alguns livros que você já publicou e dê um conselho para juventude

 

.

EU PUBLIQUEI:

POEMÁRIO I  (1985)

POEMÁRIO II (1992)

OS DONS DA PAZ

OS DONS DO AMOR  (2001)

A FACE DAS ÁGUAS  (2007)

CANTO DAS LETRAS  (2009)

 

Meu conselho para a juventude é que leiam bastante. Leiam livros, leiam clássicos, orelhas de livros, bula de remédios, leiam tudo! Quando falo leia, não falo só da escrita, mas da leitura do mundo, vê as coisas com olhares novos, por que a vida está aí, ela é bela e ela precisa ser desfrutada.

 

 

Por DGáudio  Procoópio – Teresina - 2011

 

06.08.11

ANTES E AGORA


dgaudioprocopio o Poeta

ANTES E AGORA

 

 

quando a luz

 

pontilhava na escuiridão

 

vivíamos o martírio da não-vida

 

 

 agora

 

que a clareza de tudo

 

possuiu o silêncio

 

vivenciamos iluminados a esperança

 

  

 

(noite não há

 

 só o dia

 

com seus sóis sem ocaso)

 

 

 

ELIAS PAZ E SILVA

ELIAS PAZ E SILVA/ POETAFOTO DGAUDIO - THE - PI

 

POETA PAZ SILVA

 

05.08.11

POETA CARVALHO NETO NO SARAU DO CINEAS


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LIVRO/CARVALHO NEOALEGORIA / POESIAS - CARVALHO NETO

 

POETA CARAVLHO NETO

CARVALHO NETO/POETA

 

 

Uma rápida entrevista com o POETA CARVALHO NETO concedida ao blogueiro DGaudio Procópio.

Perguntado sobre a poesia nos tempos atuais e sua aceitação no século XXI, o poeta respondeu em poucas palavras.

 

Pergunta:  Como você encara a poesia nos dias de hoje? Quais a tendências e correntes no momento.

Na opinião do poeta a poesia piauiense vive um bom momento e não deixa nada a desejar e nem fica atrás de outros Estados em matéria poetas. “a poesia é eterna e para sempre, ela não para” “eu faço poesia lírica e atualmente temos bons poetas jovens em Teresina”

Ele citou também a academia onírica como referência.

 

Solicitado a dar um conselho para os jovens aspirantes a poetas deu a seguinte resposta: ESTUDEM! Estudar é o melhor caminho.

 

 

Poeta Carvalho Neto publicou as seguintes obras:

 

  • Ø ARQUITETURA DO SER
  • Ø VARIANTES DO BERRO
  • Ø DA OPORTUNA CLARIDADE
  • Ø ALEGORIA

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Obs: esse trecho foi coletado de outra fonte 1 

 

CARVALHO NETO, conviveu com Torquato (Neto, da Tropicália)

João Ribeiro de CARVALHO NETO nasceu em Amarante (PI), em setembro de 1944. Estudou em Teresina, São Luís, Salvador e Fortaleza, participou do movimento estudantil e graduou-se em Odontologia na Universidade Federal do Ceará.

Funcionário público, reside em Teresina onde trabalha no Programa Saúde da Família.

É autor dos livros: Variantes do Berro (1978); Arquitetura do Ser (1982); Da Oportuna Claridade (1997); no prelo Remansos (2008).

Participou das antologias: Baião de Todos – Editora Corisco (PI); Visão Histórica da Literatura Piauiense – Herculano Moraes; Nordestes – Fundação Joaquim Nabuco (Recife – PE); Antologia Poética – Projeto Mão Dupla (PI-CE); A Poesia Piauiense no Século XX – Assis Brasil.

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1fonte - Elias Paz e Silva

Fonte site
http://www.overmundo.com.br/overblog/entrevista-com-o-poeta-carvalho-neto

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