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27
Mai 13
VIRGEM BRANCA VIRGEM

 

VIRGEM BRANCA VIRGEM

 

Oh virgem branca doce candura de boca em brisa

Em nuvem branca leve sopro resplandecente diva

Sufoca em sonho os desejos ébrios de louca cisma

Sem demora venha e faça-me teu amor para a vida.

 

Oh virgem branca! Tenra de doce aparência solene

Por teus desejos soluços seja vontade alva celeste

Quem dera, pudera a contemplar sorriso, vibrante:

Teu deus, teu meu, teu tudo. Viver sim! Um amante

 

Oh virgem branca! Aquenta e murmuras soluços sim!

Em tenro desejo, solene amante teu! Serena paixão.

Amada celeste, virgem candura, deslumbrante ilusão!

Semblante afável, soluçante paixão. Pois louco a fim!

 

Tua boca teus beijos. Teu bafejo aragem. Teu hálito.

Morreria sem saber, viveria sem ver: não ser sem ter.

Possuí sonhar, viver almejar. Oh! Donzela concebida!

Concebida inconcebida, pois sim! Por Zeus! Por Hera!

 

Oh! Virgem branca, doce! Concebeste concedei o ser

Convir, conveio, convieste a sonhar e ser teu querer.

Nem que sejas para nunca mais a ver, a soluçar e ter:

A sangrar e morrer, debater contorcer, a não querer.

 

Oh! Virgem de boca celeste! Soluças nesta boca tua!

Minha boca tua boca. Meu teu seu teu, adorar-vos-á!

Nem que a morte seja o preço duma alma! O corpo.

Para querer-te e sonhar. Para sempre morrer! Atoa!

 

Oh! Virgem branca! Leva essa alma e traga essa dor!

Devora agonia, degenera este vaso, desagrega o ser!

Em brumas e plumas, arrebata a ilusão! Para nunca!

Nunca mais acordar: Acordar para quê? Leva súplica.

 

Oh! Virgem branca!  Tua saliva meu veneno! Teu amor!

Meu destino. Teu néctar minha vida. Tua vida a morte:

Minha morte meu desejo. Em teu colo definhar. Depor!

Depor para descompor. Decompor para compor: Arte!

 

 

Viver para sonhar! Sonhar com um sonho. Teu amor!

Mas que sonho sonhar se sonhar é delirar a perecer?

Perecer a perder de vista uma quimera que ao se por

O sol que nascera sem o brilho da luz a nos fortalecer.

 

Sonhar como sonha os tolos pleiteando a alva do dia

Como se ela suprisse a deficiência pérfida da melodia

Em que jazem e vagueiam poetas loucos e desiludidos

Na amnésia da mente atrofiada pelos muitos rangidos.

 

Por D`Gáudio Procópio

 

 

 

publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 21:27
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16
Mai 13




publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 01:15
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12
Mai 13
DIA DAS MAES

 

GERTATRIZ

 — A ARTE DE SER MAE—

 

MÃE!

 

 

Ser mãe não é apenas gerar bons filhos

Não a consiste num simples amamento

Ser mãe é ter a arte de amar o rebento

Não importa a origem do sangue fluido.

 

 

Ser mãe é gerar amor em seio forte acalento

Ainda que seja a dor uma constante aparente

Decantar em lágrimas ao afeto do seu ventre

Em horas tantas e inglórias dum fel momento.

 

Decantem e cantem em rimas seus livres versos

No seu filho o ardor do amor em válida proposta

Ainda que seja a vida o preço: do bem e do mal

Mas seja sincera em sua fala de mãe, ao reverso.

 

Decantem e cantem suas glórias, de lutas vividas

Para sempre serás geratriz! Divina materna leal

É assim! Ser mãe é dádiva Divina. Não uma sina!

 

 

Ser mãe é a arte de superar o difícil, até o impossível

Aos olhos do mundo! O mundo dos sonhos; acalento!

Todos sonham, mas nem todos amam; e amar: é Dom!

 

Ser mãe é padecer

Chorar e sofrer

Amar e viver

Ser mãe

É...

Tudo!...

 

 

PARABÉNS MAMÃES!

 

 

 

 

Dgaudio Procopio

 

 

 

 

 

publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 11:06

05
Mai 13
publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 16:16
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