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28
Abr 14
A DOMÉSTICA

 

 DOMÉSTICA

 

Em pé sobre os umbrais da porta

Aguarda aquele que não marcara

Com o olhar distante contempla

A rua em sua peculiaridade vista.

 

Em seu coração a esperança e certeza

De uma vida em labuta constante dita.

Em sonhos e aflitos apelos espera ela

Pelo momento de hora feliz simplista.

 

...Em abraçar o sonho de sua vida,

Onde almeja ser servida à servir

Pela vida que lhe impusera sua sina

De mulher Valquíria em abrupta luta.

 

Em pé sob a porta e os umbrais da vida

Esperara ela... Por alguém que não virá

Em tristes lábios, carente e simplória.

Por uma doce ilusão que lhe atormenta...

 

Por toda uma eternidade que jamais

Mudará destino implícito ao rebento.

 

A doméstica! Mulher indomável em si!

Valquíria por sua labuta de vida em si.

Mas espera em seu coração e umbrais...

Por alguém que não virá amá-la jamais.

 

Triste a cantar o lamento de loba no cio

Mas o lobo não virá, nem sua alcateia,

Pois o sapo não virá a ser seu príncipe.

Nem virá o príncipe pela doméstica.

 

 

D`Gáudio Procópio

 

 

 

publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 16:09
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