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08
Set 12

 

 

DECRÉPITO/ESPELHO/VELHICE

 

INIMIGO MEU: ESPELHO!

 

Espelho que me envergonha e desbota face

Inimigo meu que deturpa a imagem sórdida;

Empalidecida pele idosa numa jovem vida

Que me foge em anos frígidos: infeliz enlace.

 

Espelho que me rouba em face de paz infinda

Que de mais a mais se vai! Jovial que dia fora.

Hoje resta a dor em dúvida pela vida ora finda

Em rusga e pregas que vista o terror deteriora.

 

Espelho que me envergonha! Não ditas à verdade

Por que aos olhos apavora a alma grita ela chora!

Tormentos de estupor, depressivo trauma idade:

Reflete sim incerteza. Maldito espelho de agora!

 

Envergonha-me aos olhos, desbota-me a imagem!

Qual o réptil é o dejeto de um verme que rumina:

Rumina os sentimentos, desintegra os pensamentos:  

Fingindo o que não era forjando o que nunca fora.

 

Espelho que me envergonha:

Esta imagem que me reflete.

Espelho que afronta só repete:

Essa deprimente dor de agora.

 

Malditos sentimentos! Não se escondem sob o espelho!

Que me envergonham e assombram! Detestável heresia!

Antes a madre nunca expeliria! Porque não tragaste ó rio?

Vomitaste água a fora: maldito velho monge! Rio Parnaíba.

 

Espelho que me afronta

Imagem que envergonha

Deprimente criatura tola

O que resta de ti agora?

 

Espelho que não responde

Só mostra a cruel realidade

Que mal fiz eu para contigo?

Porque zombas deste vestígio?

 

 

D`Gáudio Procópio

publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 10:36
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