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07
Jun 14
SER ESCRITOR NO PIAUÍ/É PATÉTICO?/BRASIL

FAZER CULTURA NO PIAUÍ É PATÉTICO?

 

Há trintas anos que venho lutando contra tudo e contra todos nesse duro caminho da escrita, caindo aqui, tropeçando acolá, mas, sempre mirando o horizonte em busca de um sonho: ser um escritor, a bem da verdade não é exatamente o termo para uma definição de D`Gáudio Procópio, mas, sim Poeta.

 

 

publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 10:37
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28
Abr 14
A DOMÉSTICA

 

 DOMÉSTICA

 

Em pé sobre os umbrais da porta

Aguarda aquele que não marcara

Com o olhar distante contempla

A rua em sua peculiaridade vista.

 

Em seu coração a esperança e certeza

De uma vida em labuta constante dita.

Em sonhos e aflitos apelos espera ela

Pelo momento de hora feliz simplista.

 

...Em abraçar o sonho de sua vida,

Onde almeja ser servida à servir

Pela vida que lhe impusera sua sina

De mulher Valquíria em abrupta luta.

 

Em pé sob a porta e os umbrais da vida

Esperara ela... Por alguém que não virá

Em tristes lábios, carente e simplória.

Por uma doce ilusão que lhe atormenta...

 

Por toda uma eternidade que jamais

Mudará destino implícito ao rebento.

 

A doméstica! Mulher indomável em si!

Valquíria por sua labuta de vida em si.

Mas espera em seu coração e umbrais...

Por alguém que não virá amá-la jamais.

 

Triste a cantar o lamento de loba no cio

Mas o lobo não virá, nem sua alcateia,

Pois o sapo não virá a ser seu príncipe.

Nem virá o príncipe pela doméstica.

 

 

D`Gáudio Procópio

 

 

 

publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 16:09
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09
Abr 14

SÓ TREVAS E PRANTO

 

 

Não consigo ver a estrada... Só sei que vou...

Levado ou simplesmente carregado por...

Uma força talvez, ou mesmo um misticismo,

Que conduz essa matéria infecta deplorável.

 

Mas por que razão causa ou circunstâncias?

Um abismo nebuloso em profundo espectro

Em caudal esgar fluvial de um lodo verbal:

Possas tu migrar em estação negra vindoura.

 

Não consigo ver a estrada... Em névoas lacrimais...

Que cega a alma tisga em dor putréfica terminal.

Não vejo a luz que guia os tolos ao triste olhar

Por inocente prisma de sonhos, engodo e bem estar.

 

Não consigo ver a luz... Só trevas... E trevas...

Perverte a luz, que a bruma embaça a alma.

Só trevas... E um abismo profundo que clama...

Em trevas e lamúrias de rio sanguíneo e fogo.

 

Não vejo a luz... Só o fim... De um tudo nada.

Não vejo a luz... Só gritos e prantos sepulcral,

Ao ser e a luz... Que cega e vesga a penumbra

Essencial temática duma visão em vida factual.

 

 

D`Gáudio Procópio  

 

publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 10:46
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  E QUANDO NO OLIMPO...

 

...Então olharei para ti e direi: valeu apena?

 

E tu me responderás:

— Entre trevas e flamas subsisti

Queimei a alma em amargo expectar depressivo

E cá estou... À porta do teu céu inferno... 

 

... E tu dirás: Oh vem! Vedes o que fora tu.

Então te direi: Para que saber o fruto?

Quiçá mudarás o feito fatídico? Não! Deixarás então.

 

Então arderás entre espasmos e odores finais

Porque seria diferente do antes?

É tarde demais e de pouco seu valor.

 

Olharás ao olimpo e clamarás:

Ó céus e mares onde estava vós?

Que não foste presente ao réu?

 

Então vos direi: não agora, não agora!

Ocultai vós o ser que putrefa,

Decantai-vos e declamais vós os versos,

Só isso, nada mais! Pouco serás o valor

 

 

D`Gáudio Procópio

 

 

 

 

 

publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 10:41
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04
Nov 13
TERESINA SOB FOGO

*TUA RAIZ É DE CINZAS

 

Teu coração era de palha

As tuas ruas só de poeira

Embora negues esses dias

Tua raiz por si só denuncia.

 

Teu coração era de palha

A tua raiz era de pindoba

De pau a pique e babaçu

Revestia todas as casas.

 

Das ruas para as mansões

Aos casebres logradouros

Os casarões eram palhoças

E tuas ruas várias malocas.

 

Hoje prata veste as ruas

Calça esnobe e usa botas

Em lodo e lama habitavas

Sob o fogo da palheira.

 

Era de palha teu estrado

Qual a tribo da gente vossa

Em fogo e palha alvoroço

Fogo ó fogo! Oh Teresina!

 

Teu coração era de palha

Tuas vestes em babaçual

Teu coração? Oh coração!

Era palha fogo e morte.

 

Teu coração era de palha

Fogo e palha um fogaréu

Assim era Teresina palha

De palha era o vosso céu

 

D`Gáudio Procópio

 

 

*Teresina era do fogo e da palha

 

publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 11:17
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19
Out 13

 

 DIA DO PIAUÍ

QUENTE COMO O FOGO

           (Piauí)

 

 

Terra quente como o fogo!

Tem cabra macho. Sim, senhor!

Aquentado pelo fogo e o calor.

Terra quente como fogo!

 

 

 

publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 16:47
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06
Out 13
#CONTRAOAUMETO

 

 

 

#CONTRAOAUMENTO

 

 

Um atrito tormentoso de corpos que lutam e se confrontam pelas ruas!

Com movimentos frenéticos e gritos onde bravos jovens nossos atuam

Em bailado constante e movimentos de braços e pernas em bocas nuas.

Nunca dantes se vira em Teresina pátria solo vozes juvenis que gritam!

Em acalorado movimento pelas massas que de agora embatem em lutas.

No tropel de cavalos ao troar dos escudos sob o rebombar aos estouros

Regido em meio a gritos e ordens de um comando em combate absurdo

À serviço de homens escusos e ocultos com manchas por ínfimas disputas.

 

 

 

publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 18:04
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29
Set 13

 

 

A BEIRA DO CAMINHO

 

A vida passa, os anos se vão

Os filhos crescem e nos deixam

Com ar de velhice.

 

Parece que foi ontem,

Quando olhei em seus olhos

E senti você jovial.

 

Mais parecia uma criança

De tão jovial que era.

 

Mas porque tu és tão cruel

Ó distinto destino finito?

 

 

Parece que foi ontem: mas não.

Teus filhos, teus olhos, tua vida,

Bela vida. Mas ela passa, e nós ficamos.

 

A beira do caminho olhando a juventude

Sorrindo e vibrando, a tilintarem com vibratos.

A vida passa, e nós ficamos abobalhados

E tontos, porque já não somos mais tão...

 

 

Tudo começa assim: duas linhas,

Uma palavra, tão simples que divaga

Depois cresce, multiplica-se, envelhece,

Complica, embaralha. Fica tudo embaçado.

 

Porque já não somos mais...

Tão jovens e vibrantes.

Mas a vida passa, os filhos crescem

E nós ficamos... A beira do caminho

 

 

Parece que foi ontem...

Márcia, Enedina, Natália,

Rosas, Marias, Paulas,

E tantas outras amigas

E musas, divas, mães

Progenitoras, matriarcas.

 

 

D`Gáudio Procópio

The 29/092013 hs: 06h58min

 

publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 11:14
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26
Set 13
MUSAS

                     DIVAS

 

 

 

...Postura exaltada da soberba diva(s)!

Pela exuberância da criatura plena(s)!

Sublime é teu ventre: Divina deusa!

- Geratriz da suprema existência -

 

 

Formada de células incognitivas,

Indecifradas, inexplicáveis, divas!

Teu universo é imerso em estrelas

Da mais exaltada realeza materna.

 

 

Místicas pelas atribuições absintas,

Divas pelas “personas” magnéticas

Egocentricamente monopolizadoras

Das atenções machistas em hordas!

 

 

 

Vós sois o elo perdido!  Encontrado!

Mulher é vosso nome. Feminina: O sexo!

De todas atenções atribuídas ao extremo,

Releva-se em consonância e muito esmero.

 

 

 

 

 

               D`Gáudio Procópio

publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 16:01
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CCB HOJE/CONTRA A IDOLATRIA

POR TRÁS DO VERBO

 

 

Se me odeiam ou se a mim, devoram,

Corroem-me a alma em transe altiva.

Se me pedem ou se furtam em dores

É lamentável que fuja a ironia trágica!

Não em plena luz do dia que ti roubam.

 

 

 

publicado por dgaudioprocopio o Poeta às 14:38

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